sexta-feira, 29 de junho de 2012

UM MILHÃO DE ANOS ANTES DE CRISTO




One Million Years B.C.


É um filme de aventura e fantasia de 1966 dirigido por Don Chaffey e produzido pelo estúdio Inglês Hammer no Reino Unido. É um remake do filme de 1940. 

O filme é fantasioso na medida em que coloca na mesma época seres humanos e Dinossauros e isso foi o que Levou Ray a um passo remoto e ao seu inicio de carreira quando sua imaginação se incendiava pelo drama e as aventuras da pré-historia.
Os atores de Ray aqui, são as figuras dos Dinossauros que estão em um museu em Berlim hoje em dia, e eram anatomicamente corretas por seus estudos de paleontologia. E por ser um filme de fantasia ele era livre para juntar criaturas de épocas geológicas diferentes. Incluindo humanos que não viveram na terra junto com os Dinossauros. Em uma cena um Pterodátilo tinha que pegar Raquel Welch. Nisso Ray teve que construir uma pequena figura de Raquel Welch para poder animá-la simultaneamente com o Pterodátilo.
As cenas externas foram feitas em Lanzarote e Tenerife nas Ilhas Canárias bem no meio do inverno.
Na gravação ao vivo cavaram um grande buraco na areia, e em um certo momento Raquel Welsh se joga dentro dele para então ela ser substituida pela miniatura.
O Pterodátilo animado agarrava a figura de Raquel Welch e a levava para o céu.
Mesclar seres de épocas distintas era a maravilhosa especialidade de Ray Harryhausen.    
Esse foi um dos últimos filmes que teve animação stop motion feito por Ray Harryhausen, ele só fez mais quatro filmes após esse. E como de costume a animação dos Dinossauros foi feita no seu estúdio pessoal em Londres.

As cenas externas foram feitas em Lanzarote e Tenerife nas Ilhas Canárias bem no meio do inverno.
E como não existem vulcões ativos nas Ilhas Canárias o estúdio teve que construir um de dois metros e as explosões das erupções de lava e os fluxos da lava foram feitos de uma mistura de pasta de papel de parede, aveia, gelo seco e corante vermelho.  
                             
Produzido por: Michael Carreras
Produtor Associado: Ainda Young
Dirigido por: Don Chaffey
Roteiro: Michael Carreras
Musica de Mario Nascimbene
Distribuição Hammer Films Productions
Pais de origem Reino Unido
Ano 1966
Colorido
Duração 105 minutos

Os gigantescos Dinossauros desapareceram a pelo menos 64 milhões de anos antes da data indicada no titulo.
A data do filme pode ter sido a onde pode ter existido o Homo Erectus uma das ramificações de onde se originou o Homen moderno.

Os modelos do Alossauro, do Brontossauro, os Pterodátilos, o Archelon e a figura em miniatura de Rachel Welch ainda existem.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

OS PRIMEIROS HOMENS NA LUA



FIRST MEN IN THE MOON

É um filme de aventura e ficção cientifica do ano de 1964 dirigido por Nathan Juran. E é uma adaptação do livro Os Primeiros Homens na Lua do autor Inglês HG Wells.

Em fim Ray conseguiu filmar uma historia de H.G. Wells e não ouve atualização do livro de Wells pois a esfera espacial e a tecnologia tinham um ar vitoriano da mesma forma que Wells imaginou quando escreveu o livro em 1901.
O livro conta a historia de uma viagem a lua realizada pelos dois protagonistas, um empresário chamado Bedford que narra todos os acontecimentos e um cientista excêntrico chamado Cavor. Os dois descobrem que a lua é habitada por uma sofisticada civilização extraterrestre de criaturas com aparência de insetos que eles chamam de Selenitas.
E a única coisa que Ray fez foi colocar uma mulher como interesse romântico para um dos tripulantes, pois achou que o filme precisava de algum interesse feminino para acompanhar os dois homens. Ray disse que o titulo do filme deveria ser Os Primeiros Homens e uma Mulher na Lua.
Os habitantes da lua correspondiam fielmente a sua descrição, pois H.G. Wells dava a entender que se tratavam de homens formiga que desenvolveram inteligência e sabedoria muito antes do homem.
Foi por esses elementos que Ray desenhou os habitantes da lua iguais a formigas, uma comunidade de formigas com inteligência.
Wells também descreveu as criaturas das quais as formigas se alimentavam. Eles criavam as criaturas gigantes como os humanos criavam gado para se alimentar.

Algumas seqüências do filme ficaram de fora e mostrariam a galeria de hibernação dos Selenitas e uma galeria de incubação para os mooncalves, as lagartas e uma mariposa gigante.

Todos se lembram dos esqueletos de Simbad e a Princesa e de Jasão e os Argonautas, mas poucos se lembram do esqueleto de Martha Hyer na câmara de raio-X dos Selenitas. E esse esqueleto foi um dos usados em Jasão.
A enorme escada em que Cavor sobe para se encontrar com o líder dos Selenitas foi inspirada no filme She de 1935, quando é mostrado a rainha no topo da escada aparecer de uma parede de névoa.  

O ator Lionel Jeffries foi o Professor Cavor chefe da expedição.
Os homens da lua estudaram os forasteiros com um tipo de super raio-X. Ray não imaginou Jeffries em seus desenhos, mas o ator conseguiu captar o idealismo aventureiro de uma época mais inocente.

Foi o ultimo filme em que Fred Harryhausen pai de Ray fez as armaduras, ele morreu logo depois de entregá-las a Ray.
Frank Wells o filho de H.G.Wells chegou a visitar o estúdio e viu as filmagens. Ele ficou feliz pelo filme ser inspirado no livro de seu pai.



Dirigido por Nathan Juran
Produzido por Charles H. Schneer
Roteiro de Nigel Kneale
Musica de Laurie Johnson
Distribuição Columbia Pictures
Lançado em 20 de Novembro de 1964
Duração 103 minutos
Colorido

Filmado em Dynamation o milagre na tela.

Quatro modelos pequenos dos Selenitas, três maiores, o Grande Lunar líder dos Selenitas e a miniatura da esfera Cavor ainda existem.



quarta-feira, 27 de junho de 2012

PELE E OSSO ( não realizado)

SKIN AND BONE
Existe apenas um desenho feito por Ray de um esqueleto sentado na cama e assustando uma senhora na cama ao lado. Era para ter sido um filme baseado em um romance de 1936 escrito por Thorne Smith sobre um fotografo que inventa um composto químico que o torna invisível.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

JASÃO E O VELO DE OURO



JASÃO E OS ARGONAUTAS  (Jason and the Argonauts)


É um filme de fantasia distribuído pela Columbia Pictures em 1963. Conta a historia do herói mítico grego Jasão que faz uma viagem em busca do Velocino de Ouro.
O filme é o mais lembrado de todos e considerado o melhor filme de Ray por causa de suas criaturas e particularmente pela luta com os esqueletos, todos feitos por animação stop motion.


Ray pensou em adaptar uma historia de mitologia Grega ou Romana no inicio de 1950, mas só começou a desenvolver idéias para esse projeto quando estava filmando a ação ao vivo para A Ilha Misteriosa.
Jasão e os Argonautas é o favorito, pois foi o melhor filme que já fizeram, e tendo seguências extremamente criativas. Tem a hidra de 7 cabeças e os esqueletos que saem do chão. Sequências que não da para se esquecer. São cenas memoráveis.
A figura monstruosa de Talos é apenas uma das maravilhas do filme, pois na historia original de Jasão e os Argonautas tinha um personagem chamado Talos que não era tão grande como descrito no filme. O verdadeiro media 2,5 metros.
Mas ao começar a desenhar Ray achou que seria mais perigoso se Talos fosse tão grande quanto o Colosso de Rodes. E também era uma grande chance de combinar o Colosso de Rodes com um homem de metal pois seus movimentos deviam ser rígidos pois era feito de metal.
Ray colocou o som de estalos e rangidos metálicos para as articulações para dar a impressão de que ao se esfregarem davam um som estranho.
E de tão espetacular que era, criar Talos foi bem simples em comparação a Hidra que guarda o velo de ouro. É fácil imaginar um monstro de 7 cabeças, mas animar era muito mais difícil.
A Hidra de 7 cabeças foi baseada em pinturas de vasos clássicos, mas ao desenhar Ray fez varias mudanças pois teve a idéia de torná-la uma serpente com uma cauda distinta como uma língua bifurcada de serpente e as sete cabeças foram feitas para lembrar um Dinossauro com bico curvo de um pássaro.
Todd Armstrong que fez o papel de Jasão fez a parte fácil pois ele só tinha que matar o monstro. Já Ray teve que dar vida a ela de maneira convincente com as cabeças se movendo juntas de maneira ameaçadora.
Ray disse que teve momentos que ele se arrependeu em ter criado a Hidra para o filme pois no processo de animar criou muitos problemas que ele não previa.
Primeiro: se o chamassem enquanto ele estava animando ele acabava se esquecendo qual das cabeças se movia para frente ou para trás e se outra ia para acima ou para baixo e a mesma coisa com as outras cabeças. Era uma verdadeira confusão.
Ray sempre trabalhava sozinho, fazia a animação sem ajuda. Ele trabalhava a noite no estúdio para assegurar que a luz fosse constante pois se ela variasse suas cores não corresponderiam a imagem real.
Mas a obra prima de Ray, sua seguência mais famosa é a ressurreição dos mortos em Jasão. Ray diz que os esqueletos são seus melhores amigos e fazer 7 deles foi um belo desafio. Ele hesitou em desenvolver a idéia, pois o que ele desenhou deveria sair na tela.
É uma jogada de vendedor e Ray procurava não desenhar coisas irrealizáveis.
Cada um dos esqueletos tem 5 apêndices e sete vezes cinco são 35. assim se tiver 7 esqueletos terá que fazer 35 movimentos para cada quadro.
Isso significa que se os 7 esqueletos aparecem na mesma cena Ray só podia fazer uma media de 13 quadros por dia. Isso é o que vale pouco mais de meio segundo de filme.
Ray trabalhou na animação dessa seguência por 4 meses e meio. Mas antes disso a ação real com os atores foi cuidadosamente planejada.
Os dubles ensaiavam com os atores e uma vez memorizado os movimentos os dubles saiam e os atores atacavam inimigos que não estavam vendo ate que o filme esteja terminado.


O filme foi um fracasso de bilheteria quando foi lançado pela primeira vez, mas hoje em dia se tornou e é considerado um clássico dos grandes filmes de fantasia.


Produtor: Charles H. Schneer
Diretor: Don Chaffey
Roteiro: Jan Read/ Beverley Cross
Editor: Maurice Rootes
Musica: Bernard Herrmann
Estrelando Todd Armstronn, Nancy Kovack, Honor Blackman e Gary Raymond
Distribuido pela Columbia Pictures
Lançado em 19 de Junho de 1963
Colorido.
Duração 104 minutos.


Os sete esqueletos (sendo que um deles esta faltando uma perna), a Hidra, Talos e uma das Harpias ainda existem. E recentemente foi encontrado as armaduras maiores da mão e do pé de Talos. 



domingo, 24 de junho de 2012

A ILHA MISTERIOSA



MYSTERIOUS ISLAND

É um filme de 1961 lançado pela Morningside Productions. Foi produzido por Charles H. Schneer e Ray Harryhausen e distribuído pela Columbia Pictures.
E como todas as outras produções clássicas foi uma vitrine para mostrar o talento de Ray Harryhausen na animação stop motion.
O livro no qual o filme foi baseado foi uma seguência de dois livros de Jules Verne, Vinte Mil Léguas Submarinas e Em Busca dos Náufragos. O ultimo deles apresentava um personagem chamado Tom Ayrton que não aparece, mas é referenciado nesse filme.
E a única ligação é a presença do Capitão Nemo e o seu Submarino Nautilus.

Charles Schneer descobriu que o livro mais lido nas bibliotecas americanas era a Ilha Misteriosa de Julio Verne. E ao lado de outros escritores como HG Wells e Ray Bradbury era o autor favorito de Ray Harryhausen.
Isso foi o que fez Crarles e Ray fazerem o filme, e como a maioria dos seus filmes, era um relato de uma viagem heróica. E nesse caso em um veiculo estranho e frágil.
Mantiveram a idéia da fuga ser em um balão durante a Guerra Civil pois acharam que seria uma cena inicial muito emocionante.
Ray disse que a musica de Bernard Herrmann nessa seguência foi impactante no seu dinamismo. 
A historia que foi entregue a eles HOW TO SURVIVE ON A DESERT ISLAND correspondia ao conceito original de Julio Verne.
Mas Ray achou que podia melhorar para que fosse algo mais que um filme baseado em sobrevivência incorporando na historia algumas criaturas estranhas. Assim Ray criou uma serie de criaturas que foram criadas pelo Capitão Nemo, o herói de 20 mil léguas submarinas. Criados com a esperança de que servissem para alimentar um mundo super povoado. Eram maiores e mais perigosos que os animais normais.

Ray e Charles encontraram um caranguejo na peixaria da Harrod’s. mas não queriam cozinhá-lo para que não ficasse vermelho. Então o levaram para o Museu de Historia Natural de Londres e entregaram a uma senhora que trabalhava no museu para que fosse sacrificado sem dor. Ele foi destrinchado e suas partes foram entregues a Ray que projetou e fez uma armação adequada para caber dentro da casca do caranguejo para as filmagens da animação. Ele foi fixado a mesa de animação atravez de fios e foi suportado por uma antena cinta com fios.      
Quando rodavam as cenas em close-up da minúscula área da boca do caranguejo que tem uma espécie de garra e muitos pelos vibrando foram usados 4 caranguejos vivos que eram chamados de os comedores.
Mas a criatura mais espetacular era um enorme pássaro que as pessoas achavam que era um tipo de ave domestica, Ray fez a criatura se baseando em um pássaro pré-histórico.
O compositor Bernard Herrmann soube disso e ao olhar a imagem ele disse para Ray que a musica era para um peru em um palheiro.

Na sequência da cena da abelha o casal é fechado na colméia dentro de um favo. Ray teve que rodar de trás para frente pois ele teve que destruir gradualmente ate conseguir que a abelha abrisse o favo. E ao passar o filme de trás para frente parecia que ele estava fechando.

Dirigido por Cy Endfield
Baseado no livro de Jules Verne
Roteiro de John Prebble, Daniel B. Ullman e Guindaste Wilbur
Estrelando Michael Craig, Joan Greenwood, Michael Callan, Gary Merrill, Herbert Lom e Dan Jackson
Musica de Bernard Herrmann
Distribuição Columbia Pictures.
Lançado em 20 de dezembro de 1961
Colorido.
Duração 101 minutos.
Filmado em Super Dynamation
Credito na tela principal: efeitos especiais visuais criados por Ray Harryhausen

O caranguejo, a abelha e o Nautilóide Cefalópode ainda existem, embora o Cefalópode tenha ficado sem a sua concha que foi perdida, pois Ray deixou para trás no Studio Shepperton quando ele terminou a animação.



PROJETOS NÃO REALIZADOS 3

TARZAN E OS HOMENS FORMIGA  (Não realizado)

Esse titulo que seria um filme de fantasia com Tarzan, foi planejado por Ray e Charles para se feito após a conclusão de As Viagens de Gulliver, mas foi abandonado devido as dificuldades para obter direitos sobre a franquia de Tarzan.


1961

ALIMENTO DOS DEUSES (não realizado)

Apenas um desenho foi feito de uma galinha elevando-se sobre uma casa.






AS VIAGENS DE GULLIVER



OS TRES MUNDOS DE GULLIVER  (The 3 Worlds of Gulliver)

É um filme de fantasia distribuído pela Columbia Pictures baseado no romance de mesmo nome escrito no século 18 por Jonathan Swift.
Foi adaptado livremente para mostrar as seguências de animação stop motion em Dynamation feitos por Harryhausen que inclui um curioso esquilo e a luta de Gulliver contra um Jacaré. 
O filme foi lançado em 16 de dezembro de 1960 e é estrelado por Kerwin Mathews fazendo o personagem titulo, June Thorburn como Elizabeth a noiva de Gulliver, e a atriz mirim Sherry Alberoni como Glumdalchitch.
Ray amava as escalas e os grandes contrastes, pois podiam ser encantadores e também aterradores como ele mostrou em As Viagens de Gulliver.
O filme foi uma massa de efeitos visuais criados por Harryhausen que incluem vários tipos de ilusão de ótica com uma fotografia de perspectiva forçada de imagem, uma técnica que usa a distancia dos objetos para criar efeitos incríveis, e mais de 300 mascaras.
Esse foi o primeiro filme feito inteiramente na Europa com os efeitos sendo feitos no Reino Unido.


Direção Jack Sher
Produzido por Charles H. Schneer
Escrito por Arthur Ross, Jack Sher e Jonathan Swift
Musica de Bernard Herrmann
Distribuição Columbia Pictures
Lançado em 16 de Dezembro de 1960
Duração 100 minutos
Pais de origem EUA
Filmado em Super Dynamation





Só o esquilo e uma copia de borracha do jacaré ainda existem.