terça-feira, 29 de maio de 2012

A HISTORIA DO REI MIDAS


The Story of King Midas

Ano: 1953
16mm. Colorido. 9 minutos e 45 segundos.

Produzido e dirigido por Ray Harryhausen
Associado: Fred Blasalif (Fred Harryhausen)
Figurino: Martha Reske (Martha Harryhausen)
Narração escrita por Charlotte Knight
Narrador: Del Moore

O ultimo curta que Ray fez, dos quais foi concluído após o seu primeiro trabalho em um longa-metragem.

A HISTORIA

Era uma vez há muito tempo atrás em um Reino muito distante, havia um Rei chamado Midas.
Midas era muito rico, mas não era feliz, pois mesmo com todas as suas riquezas em ouro e jóias ele era ganancioso e buscava mais e mais riquezas.
O dia inteiro ele só pensava em ouro. Em suas noites em claro em quanto ficava se agitando em sua cama Real ele só sonhava com mais ouro. Ele queria mais do que todos se tornar o homem mais rico do mundo, e assim esqueceria da sua jovem filha marigold a quem ele amava muito.
E por causa disso por longas horas a pequena Marigold brincava sozinha entre as adoráveis flores do espaçoso jardim do palácio. As flores brancas e as amareladas eram suas favoritas. E todos os dias ela fazia um buquê das mais bonitas e perfeitas que havia ali para colocar em cima das mesas do palácio.
As flores escolhidas eram sempre mostradas ao seu pai, mas o ganancioso Rei Midas só pensava e suspirava se as flores fossem de ouro ao invés de apenas serem da cor do ouro valeria apena tê-las.
Marigold adorava o cheiro doce das flores do jeito que eram e colocava as flores em água fresca e gelada para não perderem o viço a vitalidade.
O amarelo das flores fazia Midas lembrar das moedas douradas e dos tesouros escondidos bem no fundo do calabouço do castelo, e assim ele pensou que talvez alguém pudesse descobrir.
Ele vai ao calabouço e para ver o tesouro e quando contava suas moedas é visitado por um misterioso visitante. Midas não entende como ele entrou ali, e com grande espanto pergunta quem é ele.
O estranho diz que isso não importa e pergunta ao Rei Midas por que não esta feliz, pois tem mais tesouros e moedas de ouro do que poderia contar em um só dia. É só isso que te traz satisfação?
O que te fará satisfeito Rei Midas?
O Rei Midas suspira, e diz que sonha a muito tempo em se tornar o homem mais rico do mundo. E é só o que deseja. E queria que tudo que ele tocasse virasse ouro e assim ele ficaria mesmo feliz.
Muito bem então, disse o estranho, e lhe concedeu o seu desejo. E disse que amanhã cedo ao nascer do sol terá seu pedido atendido, terá o seu toque de ouro e que o use sabiamente.
O estranho se despede e desaparece na frente do Rei Midas que fica assustado sem entender nada.
Sem querer ir para a cama para não dormir, o Rei passou a noite inteira sentado numa cadeira na cabeceira de sua mesa. Ao amanhecer os raios dourados do sol romperam as janelas do palácio.
O Rei Midas acordou de uma vez ansioso para ver se é verdade e testar o poder prometido do seu toque de ouro. Ele tocou na cadeira e a fez ficar dourada e mesmo assim não acreditava que fosse possível mas só depois de bater na cadeira foi que ele percebeu que ela era mesmo de ouro.
E então ao tocar levemente sua mão em seu trono também fez se transformar em ouro brilhante. Foi ai que o Rei Midas soube que enquanto vivesse seria o homem mais rico do mundo. Pois quem poderia ter mais ouro do que ele. Assim ele transforma as flores do jardim, os grandes vasos a mesa e ate sua roupa em ouro. O toque de ouro deixou o Rei Midas muito feliz.
Mas assim que se sentou para tomar café sua filha Marigold veio do jardim com as mãos cheias de flores de ouro, e muito triste mostrou para o pai e perguntou o que aconteceu com as lindas flores pois elas estão pesadas e feias e não tem mais cheiro nenhum.
O Rei em tão diz que agora elas estão maravilhosas, são agora de ouro puro. Ele a chama Marigold para se sentar e tomar o café da manhã.
O Rei Midas estava muito faminto e assim que ele pegou um ovo ele se tornou em ouro. E quando pegou um pedaço de pão também se transformou em ouro.
Isso não vai dar certo pensou o Rei pois o café da manhã ficou difícil sem poder comer nada.
Ele ficou com raiva de si mesmo por ter desejado o toque de ouro e também do estranho por ter realizado seu desejo. Marigold ficou muito triste vendo seu pai com problemas, ela queria conforta-lo e ao chegar perto dele e toca-lo, o velho Rei se vira e toca no braço dela.
O Rei se desespera, pois a pobre Marigold se transformou em uma estatua de ouro maciço. O Rei Midas cercado por todos os seus tesouros de ouro agora sabia o quanto estava sozinho e em suas lamentações ele ouviu a voz do estranho homem que diz que o Rei acabou de fazer uma descoberta.
Midas chorou e se lamentou por sua avareza ter feito ele perder a coisa que ele mais amava de verdade.
Nisso o estranho pergunta ao Rei o que ele preferia ter, o precioso toque de ouro ou um copo de água gelada. um copo de água gelada gritou o Rei.
O toque de ouro ou um pedaço de pão disse o estranho. Um pedaço de pão respondeu o Rei.
O toque de ouro ou sua filha perguntou o estranho. Oh, minha filha, minha filha querida disse chorando o Rei.
Muito bem então, se você quer se libertar do toque de ouro lave suas mãos nas águas do rio alem do seu jardim, então pegue um vaso e encha com a mesma água e espalhe sobre tudo que gostaria que voltasse ao estado anterior, e lembre-se de mim, disse o estranho que logo em seguida desaparece.
Nisso o Rei Midas não perdeu tempo em obedecer ao estranho e foi atrás de uma jarra vazia e correu para o rio para encher com a água preciosa. Logo ele retornou e de uma só vez borrifou a água sobre a cabeça de Marigold, e todo os traços do toque de ouro se foram fazendo ela voltar ao normal. E ele começou a odiar qualquer coisa feita de ouro. E o único ouro que ele gostava era o do dourado cabelo de sua pequena filha.
E assim como foi contado, eles viveram felizes para sempre.

FIM



Tudo que o Rei Midas tocava, virava ouro.
E tudo que Ray tocava virava mais e mais horas de trabalho.
E as recompensas eram limitadas.


Todos os modelos deste curta-metragem ainda existem.



Nenhum comentário:

Postar um comentário